Céu / Alguém virou o mar de ponta-cabeça – Um dia, alguém mudou o mar de lugar. Nada de ficar de igual para igual com a terra. O mar foi parar no mais alto do universo. Embaixo, surgiu uma cidade, construída no papel, depois no cimento. Quem mora nesta cidade não precisa sair de casa para ver o azul do mar. Aqui, o mar se chama céu. (…) O céu está para o brasiliense como a montanha para os mineiros, o mar para os litorâneos, o mandacaru para os sertanejos, o vaivém das águas para o pantaneiro, o ar para quem respira. (Conceição Freitas, “Crônica da Cidade” -. Correio Braziliense, 03/05/03).
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