Boas Notícias de Brasília divulgadas pelos jornais da cidade. (sem conotação política)
Selecionadas por Charles Rodrigues
Em minhas viagens profissionais e de lazer, com grupos de pessoas dos mais variados rincões do Brasil, nos momentos de descontração, entre uma brincadeira e outra, durante as apresentações e informações de suas procedências sempre ouvi que: Você é do Rio de Janeiro? Eh!!! Que pessoal folgado! Às pessoas de São Paulo, com o estigma de que só trabalham. Quanto a Brasília, com gestos insinuantes ouço magoado que a nossa terra “só tem corruptos e outros bichos”.
Isso faz parte da nossa cultura. Herdamos dos nossos descobridores as rivalidades entre paulistas e cariocas. Já li, em algum lugar, que os portugueses gostam de fazer gozação com os habitantes de outras cidades rivais da Pátria-mãe: “Braga, reza. Coimbra estuda. O Porto trabalha. E Lisboa se diverte”. Pejorativamente os lisboetas são “alfacinhas” e o pessoal do Porto, “tripeiros”. Dizem que Roterdã ganha dinheiro para Amsterdã gastá-lo ou que em Roterdã só se vendem camisas com mangas arregaçadas. Os italianos são mais exacerbados: “Em Florença falam que é melhor ter um morto em casa do que um milanês batendo à porta”. As rivalidades existem por toda a parte.
“Os habitantes de um lugar caracterizam (depreciativamente, mas com humor) os habitantes do lugar rival”. (Moacyr Scliar, “Rivalidades” – Correio Braziliense, 5/6/2009)
Fui contaminado pelo vírus da paixão por Brasília e tentando defender “A Capital da Esperança” – exaltada pelos futuristas como a capital do mundo no novo milênio -, comecei a organizar – de maneira desorganizada, mas quase na sequencia cronológica das publicações e de maneira aleatória algumas boas notícias e curiosidades sobre a nossa “Cidade Céu”, o maior conjunto urbano do planeta tombado pela Unesco em 07/12/1987.
Como um dos guardiões da nova capital tenho certo fascínio pelo assunto e para “conquistar” os novos amigos de viagens, mantenho sempre uma carta na manga, para, no momento oportuno, mostrar a realidade de que os brasilienses são ordeiros, não sujam as ruas, se cumprimentam, pedem licença e favor, respeitam as faixas de pedestres, não buzinam e outros adjetivos que nos orgulham, nos tornam felizes e hospitaleiros compulsivos. (* 161)
Para enriquecer esta lista, gostaria de receber outras boas notícias. Querendo participar desse passatempo, envie-me a sua colaboração, de qualquer época, por favor, utilizando a opção de contado do site citando a fonte.
Esta coletânea está crescendo e, se tiver paciência, creio que algumas notícias serão de seu interesse.
Flor do Cerrado – Calliandra dysantha identificada a partir do livro Flores e Frutos do Cerrado – Ed. UNB