32- Hipismo / cavalos

Hipismo / Cavalos – Brasília alcançou a segunda colocação nessa modalidade de esporte. Em qualidade, porque tem o segundo melhor resultado de hipismo do Brasil, só perdendo para São Paulo, que conta com um número sete vezes superior de cavalos, cavaleiros e amazonas. E em quantidade, porque é o segundo colocado no número de atletas do País – cerca de 1.000, distribuídos entre escolinhas de equitação e cavaleiros, que participam de provas oficiais da Federação Hípica de Brasília.

Essa quantidade deve-se à tradição dos militares desde a fundação da cidade, à alta renda per capita da localidade e ao fácil acesso às hípicas para praticar o esporte diariamente. Existe hoje cerca de 800 proprietários de cavalos distribuídos nos sete clubes hípicos em Brasília, filiados à Federação, que é vinculada à Confederação Brasileira de Hipismo, Sociedade Hípica de Brasília (tel. 245-5870), Centro Hípico do Parque, Brasília Courtry Club, Centro Hípico do Torto, Centro Hípico de águas Claras, Parque Hípico de Brasília  e Centro Hípico do Gama.(Orlando R. da Cunha, presidente da FHP, publicado na Revista do Lago, Ano 1 – Edição n° 8 – BSB – Novembro de 2002)  Cavalos – O DF se destaca ainda no cenário nacional pela criação raças expressivas de mangalarca marchador (MM) – 9 mil, no DF – superando a soma de animais criados em Goiás , em Tocantins, no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul – e quarto de milha (QM) – 4.476, no DF. Essas duas raças propiciam negócios de R$ 8 milhões por ano – é a rota milionária dos cavalos do Planalto. Quem atua no ramo – empresários apaixonados – precisa ter a expertise de um conhecedor de obras de arte, além de critérios objetivos para avaliar se o animal poderá ser um campeão ou um reprodutor de destaque. O valor de cada cabeça MM é muito variado. “Tem potro de R$ 2 mil, R$ 3 mil e égua de R$ 50 mil, 100 mil, por exemplo, diz Edalmo Soares Ferreira, presidente da Associação dos Criadores de Cavalo Mangalarca Marchador do Planalto”. O preço da venda de QM na região é de 25 por cabeça, diz Renato de Salles Oliveira, vice-presidente do Núcleo Quarto de Milha da Região de Brasília (NQMB). Ele conta que a criação da raça no DF se destaca nacionalmente por causa do investimento pesado dos criadores em trazer as melhores linhagens do Brasil e dos Estados Unidos.

No DF há cerda de 500 haras. Um leilão pode render R$ 800 mil. Animais premiados chegam a ser vendidos por mais de R$ 500 mil. Além de lucrativa, a cadeia garante oportunidades de trabalho empregando 10 mil profissionais e há vagas para mais 500. O salário de um tratador é de R$ 2 mil. Mas encontrar pessoal qualificado é uma dificuldade. (Flavia Maia, Correio Braziliense, 25/8/2013).


Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.